Projetos em Andamento

A Trabalhadora Negra em Debate: reflexões acerca do feminismo negro na produção acadêmica de Administração
Descrição: O tema da mulher no mercado de trabalho tem sido discutido de forma mais ampliada pela academia da Administração. Muito ainda há que ser feito, já que as estruturas opressoras ainda se encontram bastante inabaladas nas organizações produtivas e na sociedade. Ao realizarmos uma superficial análise sobre o tema da mulher negra no mercado de trabalho, percebemos como há pouca publicação, e ainda menos se buscamos sobre o feminismo negro. Será que a academia da Administração tem equivalido a luta das mulheres brancas e negras, tratando-as como se fossem a mesma luta? O que será que explica essa baixa publicação sobre o tema? Como tal temática tem sido debatida nos círculos críticos, em que os pesquisadores arvoram-se a trazer temas controversos? Das pessoas que estudam o tema da mulher negra no mercado de trabalho, quais são suas abordagens epistêmo-teóricas? Qual o lugar que as autoras negras brasileiras tais como Djamila Ribeiro ocupam nessas publicações? Quais autoras negras são trazidas pelos acadêmicos para se discutir a questão da mulher negra no mercado de trabalho? Buscando-se responder a essas questões e compreender como o tema da mulher negra tem sido debatido pela academia de Administração, propomos esta pesquisa. Assim, a pergunta de pesquisa proposta é: como o tema da mulher negra no mercado de trabalho tem sido analisado pelos pesquisadores da Administração no Brasil? Tal será feito com o cotejamento da produção encontrada com as obras das grandes feministas negras, sejam das clássicas como Ângela Davis, sejam das contemporâneas e brasileiras, tais como Djamila Ribeiro. Sabemos que a construção discursiva realizada pela academia constrói espaços de poder capazes de produzir e reproduzir estamentos sociais. A voz da academia pode ser voz de luta ou voz de acomodação; pode ser voz de mudança social ou voz de resignação. Fazemos nossa escolha de utilizar de nossa voz e nosso espaço de poder político como forma de mudança social, de denúncia e de luta. Analisar a publicação acadêmica brasileira sobre o tema da trabalhadora negra é ampliar o espaço para discussão e mobilização política, bem como criar bases, conforme o status da ciência, para agendas de pesquisa e projetos de ação seja na comunidade acadêmica ou na sociedade como um todo.

COMO NOS TORNAMOS UNIVERSITÁRIOS? CONSIDERAÇÕES DE INGRESSANTES DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE UMA IFES
Descrição: Para além de somente pensarmos sobre o universitário de Administração e as características desta formação, é preciso que pensemos sobre esse sujeito que ingressa na vida universitária e se propõe a vivenciar um conjunto extremamente novo de experiências e dilemas. Propomos nesta pesquisa a compreensão de como é se tornar um universitário, entendendo que muitos alunos estão saindo de uma forma de vida bem particular para uma vivência social, política e estrutural bastante diferente, ao entrarem na universidade, ainda mais quando esta se encontra longe da residência de origem dos estudantes, lançando-os nos mais diversos desafios sócio-culturais. A perspectiva epistemo-metodológica proposta é de base interpretativista. Pretendemos compreender como se dá essa nova forma de socialização vivenciada pelos ingressantes no curso de Administração da UFOP, destacando os dilemas, angústias, vivências, alegrias, desafios, conquistas relatados por eles e como isso reflete em suas vivências escolares e no desejo em permanecerem no curso e na instituição escolhida. Assim, acreditamos que será possível aumentar-se a chamada ?taxa de sucesso? do curso de Administração, impactando positivamente na diminuição de evasão, aumento da satisfação dos alunos, aumento do aproveitamento acadêmico, ampliação da vivência da universidade em seus diversos aspectos, bem como melhoria na saúde física e mental dos estudantes e na satisfação em relação aos dilemas vivenciados por eles em suas novas etapas de vida..
Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa.
Alunos envolvidos: Graduação: (1) .

A Rememoração como Categoria Política sobre a Queda da Barragem de Fundão: um estudo do programa Vimver
Descrição: Em 2015 a barragem de rejeitos de Fundão em Mariana se rompeu ocasionando impactos socioambientais e socioeconômicos, sofrimento e mortes. Em 2016, foi criada a Fundação Renova e dentre suas funções encontra-se o desenvolvimentos de projeto de educação social e meio ambiente. Para tal, foi desenvolvido o projeto VimVer, que tem sido o principal meio de recepcionar turistas em Mariana e esclarecer para eles o que foi a queda da Barragem de Fundão e quais as medidas já tomadas pelas empresas para reparação dos danos. Entendendo-se que ?contar o que aconteceu? é uma categoria política carregada de interesses particulares e ideológicos, que busca construir uma dada forma de realidade, bem como estabelecer as bases para visões de futuro sobre o assunto, propõe-se nesta pesquisa analisar quais os sentidos contidos nas narrativas do programa Vimver. O objetivo dessa pesquisa é, portanto, compreender como o desastre tecnológico da queda da barragem de Fundão é construído pelo programa VimVer da Fundação Renova e suas reverberações crítico-políticas. Para o alcance desse objetivo, será utilizado como aporte teórico a obra de Benjamim (1987) intitulada Sobre o conceito de história. Se as fontes sobre o rompimento da barragem ? Programa Vimver – são os instrumentos de domínio da Indústria Cultural sobre os semiformados, o que resta à história dos atingidos é rememoração de cada dia após o crime.

I

Administração Em Ação: apoio à reestruturação econômico-financeira das vítimas da queda das barragens de rejeito da Samarco
Descrição: Este programa tem por objetivo desenvolver ações no campo, na área de trabalho, geração de renda, empreendimentos para as vítimas de Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo e demais localidades atingidas pelo rompimento da barragem de rejeito, pertencente à empresa Samarco, através de desenvolvimento e/ou apoio de iniciativas de reestruturação econômico-financeira. Em programas anteriores, coordenados pela mesma professora, desenvolveu-se ações relativas às demandas dos atingidos pela queda da barragem no tocante a projetos de trabalho e geração de renda, em Mariana e regiões vizinhas. O trabalho em campo com os atingidos vem sendo desenvolvido desde 2016 e isso tem dado a toda a equipe envolvida um entendimento sobre a forma própria de relação dos atingidos entre si e com o trabalho, emprego e renda (temas do escopo dos projetos que já desenvolvemos com eles), bem como temos ganhado uma certa familiaridade com os atingidos, facilitando nossa aproximação estabelecida através de relação de confiança. Várias foram as parcerias desenvolvidas com eles, seja através da Cáritas (assessoria técnica), seja através da Comissão dos Atingidos. Nesses últimos 4 anos, também aprendemos o potencial da UFOP em intervir na sociedade e promover transformações substantivas. Materializados em projetos de ação extensionista, os valores de justiça, respeito, mudança social e luta transformaram as trajetórias de todos os envolvidos: coordenação, discentes, voluntários e público-alvo. Diversos alunos relataram como a experiência nos projetos de extensão foi um divisor de águas em suas formações. Os Atingidos também relatam como a visão deles sobre a UFOP mudou. Antes, eles achavam que a universidade ?não era para eles?, que eles não faziam parte dela, que nada do que ela produzia tinha relação direta com eles. Atualmente, essa relação foi totalmente alterada e posso dizer que foi graças aos projetos de extensão que estamos desenvolvendo. Somente em nossa unidade da UFOP, diversos foram as ações desenvolvidas por eles, com presença massiva dos Atingidos e até mesmo do Ministério Público. Uma audiência Pública foi realizada na unidade de UFOP, a pedido dos Atingidos. O debate foi intenso e gerou conquistas importantes para os Atingidos. Foi interessante ver como eles se ?sentiram em casa? na UFOP, entendendo que aquele espaço é espaço deles também! O último evento que realizamos em conjunto com eles foi o referente aos 4 anos da queda da Barragem. Todo esse relato confirma a necessidade de nos mantermos em ação com os Atingidos, através de projetos de extensão universitária. Mantendo o eixo de nossas ações em trabalho, reestruturação econômico-financeira e alternativas de geração de renda, através do empreendedorismo social, vimos propor a realização deste Programa de Extensão, planejado para 2 anos. Tal período se justifica pela relação dos Atingidos com o território (seja Mariana ou o que eles chama de ?roça? ? Atingidos que estão espalhados nos distritos e sub-distritos no entorno de Mariana) e a previsão de reassentamento. Em um interstício de 2 anos, devem acontecer os processos de reassentamento e isso implica em novas configurações relacionadas ao ramos do trabalho, emprego, renda e reestruturação econômico-financeira dos Atingidos, sendo assim, fundamental, que nós estejamos próximos a eles, construindo bases para um novo horizonte. As ações planejadas para este projeto em questão serão diversas, tais como: cursos, oficinas, acompanhamento técnico, assessoria e consultoria, fortalecimento da rede de comunicação dos Atingidos, desenvolvimento da empregabilidade e o empoderamento dos atingidos que se encontram em Mariana e cidades vizinhas e que carecem de competências técnicas da área administrativa para sua colocação no mercado de trabalho ou até mesmo de iniciativas próprias, através do desenvolvimento do espírito empreendedor.

COMO MELHORAR SUA EMPREGABILIDADE NO MUNDO DO TRABALHO?
Descrição: Este projeto tem por objetivo desenvolver ações no campo, na área de trabalho e geração de renda, das vítimas de Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo e demais localidades atingidas pelo rompimento da barragem de rejeito, pertencente à empresa Samarco. O novo contexto social e econômico em que se encontram os atingidos, seja Mariana e redondezas, ou o próprio local de reassentamento, implica em ofertas de emprego e oportunidades de geração de renda diferentes das presentes nas comunidades de origem dos atingidos. Assim, para tornar-se empregável na nova região em que reside, o atingido precisa desenvolver habilidades e competências para o trabalho. Tornando-se mais competente, suas chances de conseguir empregos melhores aumenta e, por consequência, sua qualidade de vida. Em projetos anteriores, coordenados pela mesma professora, desenvolveu-se ações relativas às demandas dos atingidos pela queda da barragem no tocante a projetos de trabalho e geração de renda, em Mariana e regiões vizinhas. Essas demandas estão sendo organizadas pela equipe e culminará neste projeto, planejado para 2 anos, que compreenderá o desenvolvimento de ações junto aos atingidos para o desenvolvimento dos mesmos para o trabalho e/ou desenvolvimento de alternativas de geração de renda, através do empreendedorismo social. As ações planejadas para este projeto em questão serão diversas, tais como: cursos, oficinas, acompanhamento técnico, assessoria na montagem de currículos e tudo o mais relativo ao desenvolvimento da empregabilidade dos atingidos que se encontram em Mariana e cidades vizinhas e que carecem de competências técnicas da área administrativa para sua colocação no mercado de trabalho. As ações a serem desenvolvidas serão totalmente customizadas aos atingidos, em toda a sua integralidade: tempo de duração, local de realização, formas de abordagem e acesso aos mesmos. Devido aos projetos já anteriormente desenvolvidos e aprovados pela PROEX/UFOP, já se tem próximo network com os atingidos, havendo parceria estabelecida entre a professora e a Comissão dos Atingidos, a Cáritas, que é a Assessoria Técnica dos Atingidos e o jornal A Sirene. Frente a todo o conhecimento já existente em relação aos atingidos pela queda da barragem, desenvolvimento este que só foi possível com o apoio da UFOP, através dos projetos de extensão e de pesquisa, planeja-se para os anos de 2020 e 2021 a realização de ações de natureza intervencionista com os atingidos a fim de, com eles, serem construídas ações de trabalho e geração de renda, visando o desenvolvimento de empregabilidade e reestruturação para o trabalho..